sábado, 4 de dezembro de 2010

Cálice


Trago em mim intermináveis lareiras,
Trago em mim os incansáveis anseios,
Trago em mim as noites sem barreiras,
Mais um trago, de eternos devaneios!

Sem ti meus lábios as meras fronteiras,
Sem ti meus olhos de ínfimos a alheios,
Sem ti minhas mãos não sobem ladeiras,
De um só trago, de desejos tão cheios!

Sempre a ténue luz que baloiça na parede...
Líquido embriagante entre os meus dedos...
Sempre a hora desperta de trapézio sem rede...
Cálice ardente revelando os meus segredos!
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Vamaloso
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Foto : Google

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