sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sigo de Viagem


Às vezes existe a simplicidade numa margem
quando tudo é incerto na necessária coragem,
Poderia ser simplesmente mais uma passagem
ainda guardo o teu bilhete mas sigo de viagem.

Às vezes existe o arrepio que vem da aragem
quando a lágrima desliza  mas seca selvagem,
Poderia ser somente engano numa carruagem
ainda guardo o teu lugar  mas sigo de viagem.

Às vezes existias tu e eu  sem a maquilhagem
quando tudo era céu e a cores sem barragem,
Juntos o balão de ar quente de cada miragem
ainda guardo o teu sopro mas sigo de viagem.


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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Essencial


O essencial estava na folha de brancura
para trás ficam páginas de mil palavras,
Impasse transparente final da aventura
e libertador de todas as letras escravas.

O essencial estava nesse vazio indeciso
por tanto querer dizer mas não escrever,
Passe conduto para o vocalizar conciso
e salvador de toda a timidez do querer.

O essencial estava no sentir apreendido
bastava verbalizar nesse passo abismal,
Desenlace corajoso claramente decidido
e dizer-te que de tudo tu és o Essencial.
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Vamaloso
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Foto : Google

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Meu Coração


Meu coração
de bússola meu eixo
noite e dia
mar de rosado vento,
Aponta agulha
altiva meu queixo
zarpa procura
de quente alento.

Meu coração
de água meu seixo
molde e cunha
ar de amor perfeito,
Alonga peito
sonora meu freixo
tarda o íman
do cedo imperfeito.

Meu coração
polar e cadente,
Meu coração
estrela e sente !

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Vamaloso
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Foto : Google

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Fado discreto



Calçada quente na noite da viela
ao seu passo tremido no incerto,
Esquina candeia de aberta janela
ser o fadista nesse canto discreto.

Á voz rouca gemeram as cordas
um som do nada e tudo concreto,
Aos seus dedos pararam as horas
á guitarra e viola de fado discreto.

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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A minha pedra, pedrinha



A minha pedra, pedrinha
no meu calço apertadinho,
não pedi que fosses minha,
quando entraste no caminho.

A minha pedra, pedrinha
neste meu percalço de vida,
sei que te levei em moínha
quando foi longe a corrida.

A minha pedra, pedrinha
no meu descalço esquecida,
fiquei no olhar de chuvinha
quando um dia te vi perdida.

A minha pedra, pedrinha
alço o meu pé no larguinho,
serás do meu passo a rainha
quando entrares de mansinho.

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Vamaloso
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Foto : Google