sábado, 29 de agosto de 2009

Talvez já não te interesse !


Nessa carta de identidade global que nunca visto
de usar e deitar fora ao sabor de cada movimento,
Nesse retrógado ou revolucionário que não dispo
deve sempre existir uma causa em cada momento.

A dois tempos entre o real e virtual existe a pausa
do fugaz novo ao tempo para o que desse e viesse,
Corpos de redes portáteis é breve futuro em causa
de revolucionário porque talvez já não te interesse !
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Vamaloso
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Foto: Google


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mania



Mania de amar quem não me sonhou
que me beija mas nunca me abraçou,
A roleta de azares na sorte da alegria
que lanço por dois e salta um é mania.

Mania do risco e saber que não arrisco
mas corre o sangue dum miúdo arisco,
A carta do baralho para sina em poesia
que não se volta em desespero é mania.

Mania de escrever o que não sei dizer
um enredo de mim que julgo entender,
O painel das teclas para pura alquimia
das sentidas palavras em jogo é mania.
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Vamaloso
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Foto: Vamaloso

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Crise Existencial


Viver o impasse depois de cada jornada
que acordados o sonho fica só no papel,
Perdida ponta da corda de tão enrolada
que não se estica para escalada ou rapel.

Crise Existencial é vírus mas não aparece
mas tontos vivem os contos de vil metal,
Crise Existencial é saber mas não cresce
têm uma ponta da corda e acham normal.
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Vamaloso
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Foto: Google

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O maior medo de um poeta



O maior medo de um poeta não é fechar os olhos para sempre, é perder um segundo de inspirado pensamento num simples espirro !
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Vamaloso
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Foto: Google

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Salada Fresca

Demolhado o jardim como roupas em role
distribui nos corações em inocente bilhete,
Salpicadas pepitas para felicidade da prole
desfiz tronco em raspa para olho reluzente.

Espalhados frutos daquela oliveira brava
cresci o cume de farripas de lombo terno,
Verter espirituosa salsa rosa de pura nata
na salada fresca é o sabor de saber eterno.
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Vamaloso
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Corpo au Sal


Assentar pelas oito e arejar ao marcar onze
dispo corpo até à medida desse preconceito,
Na cama de areia de vista azul no horizonte
aqueço corpo protegido de rubor por defeito.

Demolhando e flutuando na bandeja de mar
refresco corpo onde aí a lua é o sol do areal,
No tabuleiro d’oiro tempero é maresia no ar
e evaporar frescas gotas é vestir corpo au sal.
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Vamaloso
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Foto: Google