domingo, 25 de outubro de 2009

Dizes que invento


Uso essas letras que já todos usam
e lábia por beijo teu em sentimento,
Solto a palavra que outras escutam
mas ainda assim dizes que invento.

Guardo aquilo que todos guardam
e abraço teu de um terno momento,
Lavo o corpo onde outros o lavam
e mesmo assim dizes que invento.

Elejo-te figura de todos os sonhos
e tenho sorriso teu por meu vento,
Amanhã de manhã outros contos
e por ser assim dizes que invento.
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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 24 de outubro de 2009

Letras de mata-borrão


Desenho apreendido em ponta para curva de tinta permanente
e marginal rasga ordenadas ideias que mostram linhas estantes,
Um traço de arco ou laço que arrebita ou se estica alegremente
e errante só o espaço para as palavras que se querem pensantes.
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Esboço sofrido mais tarde festejado pelo primeiro nome traçado
depois paixão contida em carta de letras esforçadas num coração,
Encontrei hoje a caneta amiga com o amor de infância guardado
e as minhas letras aprendizes de sonhos e mestres de mata-borrão.
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Vamaloso
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Foto : Google

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Praia de Maragogi


Noutro gume de laranja perdida
só a fresca sombra do coqueiral,
Na cama de chá verde estendida
esse mergulho nas galés de coral.

No mar fugidio é tesouro de prata
ao sol espirituoso coco no abacaxi,
Da banana ideia filé para arte rara
da gamela uma praia de Maragogi.

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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 17 de outubro de 2009

seria o que Sou


Se eu fosse casa e as paredes janelas
seria teu pássaro com ninho nas asas,
Se eu fosse jardim de plantas canelas
seria teu perfume de cheiro abre alas.

Se eu fosse árvore e as tocas o tronco
seria tua barca e amor de mal de pele,
Se eu fosse flor e pólen fresco o poço
seria o que Sou e pote de doce de mel.

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Vamaloso
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Foto : Google

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Antes que amanheça



O convite da janela é pedra de calçada que reluz
talvez queira mais da noite quando dia esmoreça,
É tempo nascer outra vez e te achar na contra luz
talvez decida sair para a ruela antes que anoiteça.

Afundar numa esplanada de lua ou na orla de bar
e desvendados livra-me desse jogo de cabra-cega,
Líquidos sorrisos cúmplices na sede do mesmo ar
e dançados nesse fim saímos antes que amanheça.

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Vamaloso
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Foto: Google