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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Canto à capela



Estás no outro lado do mundo,
e eu,…neste meu canto à capela.
Estás no sonho mais profundo,
e és,… a saudade à minha janela.

O teu riso, melodia a céu aberto,
uma luz,…e lua de parte incerta.
O teu rio, brilho em trilho secreto,
uma sede,...e nau à descoberta.

Da terra, do joio o trigo se desbrava
da foz,…em jogo de cabra-cega.
Do mar, a rima de uma só palavra,
da voz,…de quem por amor navega!

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Vamaloso
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Foto : google

domingo, 25 de dezembro de 2011

És Tu !


És Tu!... a que lavra o amor presente…
Eu…, terra firme, tua doca de abraço,
És Tu!... a que lume paixão ardente…
Eu…, beijo cru, tua boca de regaço.

És Tu!... a que desce ao meu encontro…
Eu…, água fresca, tua sede de coração, 
És Tu!... a que dorme ao meu ombro…
Eu…, céu azul, tua nuvem de algodão.

Eu…, e simplesmente… Tu !
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Vamaloso
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Foto : Vamaloso

domingo, 26 de junho de 2011

Onda


Onda macia, fresca de cetim
e sabes ser bela adormecida...
Onda nua, abraçada em mim
e sabes ser despertar de vida...

Onda pura, sabores de sal
e sabes ser perfume floral...
Onda suada, gotas de cristal
e sabes ser bebida tropical...

Onda viva, maré de frenesim
na vaga da manhã de um sim,
Onda guerreira, luta sem fim
e não existe outro mar assim!

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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 18 de junho de 2011

Noite alta


Varanda de infinito céu...
Sorriso duma lua à janela,
Brisa do mais fresco véu...
Noite alta que se faz bela.

Sem meu som não durmo...
No meu sonho a tua voz,
Sem teu corpo não rumo...
No teu fruto a minha noz.

Num pestanejar de desejo...
Quando a noite vai alta,
Num mar, a ilha de ensejo...
Quando me fazes falta !...

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Vamaloso
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Foto : Google

domingo, 29 de maio de 2011

Pergunta por mim



De quanta intrépida inocência
De quem pergunta donde vim...
Em longas noites de ausência
De quem chama por mim...

De quanta imaculada pureza
De quem se pergunta o que sou...
Em tardes de consciente incerteza
De quem persegue para onde vou...

De quanta desejada presença
De quem pergunta para me ver...
Em manhãs de leito em crença
De quem ama para viver!

Pergunta por mim, felicidade!


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Vamaloso
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Foto : Google

domingo, 15 de maio de 2011

Sem pressa


Hoje como ontem, fazes mais uma viagem,
Hoje vens com pressa, sem pressa partirás,
Soltas um sorriso e teu perfume em aragem,
Lanças lábios em eco na boca que beijarás.

Profundizas o olhar num beijo entrelaçado,
Profetizas o desejo nesse amor de certezas,
Com pressa dum corpo em corpo abraçado,
Sem pressa no sentir de mágicas surpresas.

E abres a cortina duma papoíla selvagem,
Foz vermelha de vítrea gotícula agridoce,
Gutural som que pela noite atravessa...

Colhes dum cravo seiva da sua vagem,
Ontem, o tempo fugiu a corte de foiçe,
E se hoje viesses, partirias sem pressa...

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Vamaloso
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Foto : Google

domingo, 1 de maio de 2011

Mensagem





Mensagens!...Naquelas em que nos tocamos...
Raiz de letras, caule da palavra mais alta,
Pétalas de amor, beijos em pólen trocamos,
Flor de pele, voamos por quem nos faz falta...

Mensagem!...Partida de mensagem esvoaçante...
Que a manhã desfolhe a rama do teu espírito,
Que a tarde deflore o teu desejo flamejante,
Que a noite implore um brinde ao nosso amor infinito...

Mensagem!...Chegada de mensagem amante...
Que amanhece o meu prado quente de lírios,
Que entardece minhas dunas de sede bracejante,
Que anoitece no reino de nossos erógenos domínios...

Mensagem!...Aquela em que nos amamos!

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Vamaloso
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Foto : Google


domingo, 24 de abril de 2011

Na nossa varanda



Na varanda, das nossas almas
Embalamos a chama no peito;
São ferventes, de águas calmas
Nas noites de amor perfeito.

Na varanda, das nossas causas
Embriagante bebida de almas;
Melodiamos amor sem pausas
Canto e êxtase nossas palmas.

Estrela, o teu espelhar de amar
Uma rosa de chuva que treme...
Celeste, o meu corpo por voar
Um ramo de vento que geme...

Na nossa varanda, de olhares estendidos ao longe...
Na nossa varanda, de palavras voadoras em ponte...
De todos os nossos anseios!

Na nossa varanda, os beijos florescem em sussuros...
Na nossa varanda, os desejos saltam sem muros...
Em todos os nossos devaneios!
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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 9 de abril de 2011

Velejando ...


Essa vaga de pele, do nosso aperto em caravela
Essa chaga de fel, patamar dum enredo à janela...
Sem penas voei na palavra escrita do teu corpo
E não foi apenas na quente barca do teu porto...

Voar abraçando corpo, minha pele em ti são brasas
Nunca é tarde libertar meu coração e dar-lhe asas...
Nunca é tarde, soltar as amarras que alma embarca
Velejando por tudo o que o meu amor por ti abarca!...
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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Alma em flor


Encontrei na terra alma, flor carente,
Cresceu perdida no desejo de semente,
Folha erguida e arte de sonhar...

Beijei pétalas, seus lábios conscientes,
Bebi pólen, seus prazeres florescentes,
Alma em flor e asas para amar...
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Vamaloso
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Foto : Google

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sei de um porto


Sei de um porto de milagre desperto,
A fita do Bonfim e oferta a Iemanjá...
Sei de um rio ao norte d’ouro aperto,
O rubor de almagre e canto de sabiá...

Sei de um leito que abrigou esse amar,
A volúpia de sabá e luxúria de marajá...
Sei de um porto que acolheu esse mar,
O leite de figo em néctar de maracujá...

Esse sonho maduro que liberto,
Essa foz de vida que aperto,
Nesse porto seguro onde me entrego !...
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Vamaloso
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Foto : Google

domingo, 26 de dezembro de 2010

As palavras que dizemos...


Nessas palavras que dizemos em beijos terminam
nessa praia de bocas onde as palavras são conchas...
Nessas palavras que dizemos os corpos germinam
nessa cama em pele onde as palavras são colchas...

Palavras que dizemos em extasy de amor floriram
de nossa húmida terra onde as palavras são loucas...
Palavras que dizemos em clímax de flor respiram
de um grito do ninho onde as palavras são roucas...

As palavras que dizemos...só a dois as dizemos !
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Vamaloso
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Foto : Google

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Olival


Quando o teu perfume me fugiu, a tua leve rama eu alcancei
numa tarde de brisa fresca, nesse olival do nosso instante...
Quando o teu amor me procurou, a tua cesta cheia eu achei
numa tarde de denso incenso, nesse nosso refúgio amante...

Na tua fronteira, só uma doce oliveira com a mais bela flor
à minha beira...
Na minha lareira, só um terno baloiço com o perfeito amor
da tua eira !

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Vamaloso
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Foto : Google

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Jardim de domingo


Sei de um jardim, um bonito jardim,
Sol quente da manhã de domingo
Ainda dorme e espera por mim...
Ainda dorme e sonha comigo...

Tenho um jardim, que me floresce,
Canto do pássaro, cheiro da flor,
Que no seu prado uma rosa cresce...
Que o seu chilrear é de amor...

Um domingo de ternura,
num leito de enfeite...
não se pede nem se jura...

Um jardim para os dois,
numa esplanada de deleite...
no meio do antes e do depois...

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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 4 de dezembro de 2010

Cálice


Trago em mim intermináveis lareiras,
Trago em mim os incansáveis anseios,
Trago em mim as noites sem barreiras,
Mais um trago, de eternos devaneios!

Sem ti meus lábios as meras fronteiras,
Sem ti meus olhos de ínfimos a alheios,
Sem ti minhas mãos não sobem ladeiras,
De um só trago, de desejos tão cheios!

Sempre a ténue luz que baloiça na parede...
Líquido embriagante entre os meus dedos...
Sempre a hora desperta de trapézio sem rede...
Cálice ardente revelando os meus segredos!
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Vamaloso
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Foto : Google

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Beijo ou Galho !


Não sei de um abraço sem um peito
ou de uma árvore crescer sem galho,
Não sei de um ribeiro sem um leito
ou de um inocente beijo sem atalho.

O galho que se tira e que se atira
só dói uma vez e o voo faz parte,
O beijo que se rouba e que se gira
só dói o primeiro e o sonho é arte.

Atrás de um galho sempre cresce novo galho.
Detrás de um beijo sempre nasce renovado beijo.
Frente da mesma seiva, de querer..., beijo ou galho !

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Vamaloso
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Foto : Google

domingo, 24 de outubro de 2010

Pétala



Uma pétala caiu desse canto de água
como folha de Outono que desmaia,
Uma pétala percorreu tez de frágua
ficou pendente dessa concha catraia.

Uma pétala gelou o frio do sentimento
como moinho de vento sem a semente,
Uma pétala ecoou todo o pensamento
sobrou palavra da gota que não mente.

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Vamaloso
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Foto : Google

sábado, 23 de outubro de 2010

Aurora



Numa bolina sem sentido a desmaiada proa chorou
o momento sem rasgo de luz do inventor da hora,
sem ré perdeu porto e encalhou quina no que amou.

Num banho inesperado de resplandecente aurora
uma colher da alma num charco de mágoa secou,
a cicatriz cura no tempo quando a dor se evapora !

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Vamaloso
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Foto : Google

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A Era Fútil


Que fútil a guerra sem sentido
que se esconde e não é herói,
Qualquer compaixão seria abrigo
da ilusão que não se destrói.

Que fútil a morte sem dor
que se ignora e não dói,
Qualquer amor seria traidor
da saudade que não se mói.

Que fútil a vida sem caroço
que se consome e não constrói,
Qualquer árvore seria esboço
do âmago que não se rói.

A Era Fútil,
Qualquer mudança seria útil
da esperança que não se corrói !

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Vamaloso
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Foto : Google

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Nosso mouchão ( em Lisboa )


Nosso mouchão confluente,
as suas colinas e um castelo no alto
as suas ruas e um terreiro intemporal
nosso chão de oriente a ocidente…

Nosso mouchão confidente,
do teu veio doce de planalto
do meu veio tempero de sal
nosso chão de nascentes e poentes…

Nossa varanda de ternuras,
miradouro num quarto de pinturas
adormecemos quando acorda Lisboa.
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Vamaloso
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Foto : Google